Se para a mídia tradicional a briga é por reter a audiência que se transfere aceleradamente para as redes sociais, nestas a preocupação é segurar a audiência fluida dos tempos online.
Uma das questões centrais nos negócios dos que querem cativar público para as marcas propagandear suas benesses é correr atrás da audiência online. Nesse contexto, a tarefa das redes sociais e se amoldar à preferência pelos telefones inteligentes. Smartphone assumiu a nova trincheira. Nunca antes se fez tanto estudo sobre seu potencial na tentativa de convencer os donos do caixa do marketing a colar marcas no uso dessa plataforma ao alcance da mão.
Tanto é assim que, após a gangorra que foi o lançamento inicial de suas ações em Bolsa de Valores, o Facebook resolveu chamar atenção para seu empenho em buscar melhoria de resultados apostando na geração de recursos via smartphones, já que o acesso ao Face via esse canal é crescente. Para agilizar sua presença nos celulares, lançou nos EUA uma loja de aplicativos para facilitar acesso. Com eles, a maior rede social pretende manter o usuário mais tempo conectado, evitando que troque para outro site concorrente pela sua atenção.
O estudo Our Mobile Planet
A relevância do celular na vida das pessoas é papo velho. Especula-se a respeito desde que esses aparelhinhos mudaram os hábitos dos moradores do planeta terra. A expansão dele, ainda mais conectado à web, só acentuou a demanda e a exigência de as marcas marcarem presença nesse ambiente.
A ampla pesquisa preparada pelo megabuscador Google põe em evidência a relevância que os celulares vão assumindo a medida que sua utilização expande. O estudo Our Mobile Planet, conduzido pelo Ipsos Media CT e apoiado pelos Mobile Marketing Association e Interactive Advertising Bureau traz dados sobre o hábito de utilização em smartphones em mais de 40 países.
No Brasil, mesmo com baixa penetração – já que apenas 14% dos usuários têm smartphones –, o universo de usuários soma 27 milhões pessoas, mais do que França (25 milhões), ou Alemanha (24 milhões). Fora que a utilização é mais intensa do que em países de primeiro mundo.
Entre os usuários, o estudo aponta que 88% visitam redes sociais nos seus aparelhos, 66% procuraram negócios nas redondezas e acabaram visitando uma loja a partir do celular, 29% mudaram de ideia dentro de uma loja como resultado de uma pesquisa feita no celular, e 31% já compraram produto ou serviço diretamente pelo celular. Ou seja, as companhias que dominam a comunicação na interseção entre telefonia e tecnologia estão aonde o público ambicionado pelos anunciantes está.
Peter Fernandez, diretor de publicidade móvel do Google para a América Latina, perguntado pelo Blog porque o Google se interessou em fazer uma pesquisa sobre smartphone foi óbvio: “Queremos, com este lançamento, provocar o mercado e estimular novos investimentos em publicidade móvel”.
Como Fernandez pondera, à medida que o uso de smartphones deixa de pertencer a um nicho e se torna parte do dia a dia das pessoas, torna imprescindível se conhecer o comportamento desse consumidor. “A pesquisa dá acesso a dado sobre como as pessoas utilizam o celular para comprar, pesquisar e interagir com propaganda. Isto vai ajudá-las a tomar decisões estratégicas e de investimento em marketing”.
Será tarefa árdua. Apesar de todos os dados disponíveis sobre a forma como avança rapidamente o mundo online, a participação da internet no bolo publicitário no Brasil gira em torno de 6% do volume total aplicado pelos anunciantes. No ano passado, o dinheiro investido em todos os canais de mídia somou algo próximo de R$ 30 bilhões no ano.

